sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Devaneios

Quero dizer-lhes como é bela a visão panorâmica.
Tem-se uma análise das contrariedades e das vaidades únicas e irrefutáveis, dos outros e de nós mesmos.
Sois máquinas! Sou máquina!
Mas aí a roda gira, e vemos que na verdade não sois máquinas. E nem sou máquina.
Percebes como a dualidade nos afeta? Percebes qual caminho é o certo, se é que existe um?
Correr riscos. É importante, para se chegar aonde se quer chegar. Mas que lugar é este, que nunca chega? Será uma utopia vã e ilusória, ou uma realidade interna que conflita-se com a externa?
Devaneios sempre são bons, principalmente quando se quer descarregar o que tens em mente, toda a baboseira acumulada ao longo da semana, e que de nada serve, mas que em algum lugar tem um significado, por mínimo que seja.
Já paraste para te observares? Ver como reages às situações corriqueiras?
Vou começar a fazer isto. Mudanças comportamentais são imprescindíveis, e inevitáveis.
Queres saber o que há na jaula do leão? Tente sentir. Se não conseguir sentir, entre na jaula sem medo, enfrente o leão. Descobrirá que lá habita um animal aprisionado, louco por liberdade, por rolar na terra, se sujar, brincar como uma criança sapeca.
Devaneios, devaneios, devaneios. Onde me levarão? Ou então, onde eu os levarei?
Boa pergunta.

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