quarta-feira, 22 de agosto de 2007

ADG02

Oh Sun Tzu, Mestre sapientíssimo das artimanhas de guerra, quais palavras sábias tens a nos oferecer?

"Não podemos participar de alianças até estarmos a par dos objetivos dos nossos vizinhos. Não estaremos prontos a comandar um exército em marcha, a menos que estejamos familiarizados com a topografia do terreno: suas montanhas e florestas, seus perigos ocultos e precipícios, seus brejos e pântanos.
Seremos incapazes de tirar vantagem de acidentes naturais, a menos que usemos guias locais.
Na guerra, pratique a dissimulação e terá sucesso. Mova-se apenas se houver uma vantagem real a ser obtida. Concentrar ou separar suas tropas é coisa a ser decidida pelas circunstâncias. Deixe que a sua rapidez seja a do vento; sua solidez a da floresta. Ao atacar e saquear, seja como o fogo; na imobilidade, seja como uma montanha.
Deixe seus planos ficarem secretos e impenetráveis como a noite e, quando atacar, caia como um relâmpago. Quando saquear uma região, deixe o produto ser dividido entre seus soldados; quando capturar um novo território, divida-o em lotes em benefício da soldadesca.
Pondere e delibere antes de fazer um movimento. Vencerá quem tiver aprendido o artifício do desvio. Essa é a arte de manobrar.
Pois como diz o velho Livro de Administração do Exército: no campo de batalha, a palavra falada não vai muito longe; daí a instituição de gongos e tambores. Também os objetos comuns não podem ser vistos claramente; daí as bandeiras e flâmulas. Gongos e tambores, bandeiras e flâmulas são meios que permitem aos ouvidos e olhos da tropa se fixarem num determinado ponto. A tropa, assim, formando um corpo unido, impede os bravos de avançarem sozinhos ou os covardes de se retirarem sós."

Sem mais palavras, estou boquiaberto.
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